Arte e Design Na Minha Vida

Quando era mais nova, na altura do meu básico, o meu desempenho na escola era mediano, não tinha muitos sonhos de vida, nem sabia tão pouco o que gostaria de fazer no resto da minha vida.
Na altura, a minha escola de ensino básico, tinha muitas iniciativas em atividades extracurriculares, e sem dúvida as que me despertaram mais interesse foram o Clube Pintura e Oficina de Artes de Expressões.
No clube pintura, assim que soube que haviam vagas, inscrevi-me de imediato, com mais uns colegas que na altura convivia. Eu ia religiosamente e assiduamente.
Gostava tanto e nem sabia a razão. Apenas sentia isso.
Também havia a disciplina curricular Artes Visuais, onde fiz o meu primeiro quadro que era “O Grito”, Edvard Munch, feito com lápis de cera, que depois acabei por oferecer ao meu professor de inglês que me tinha pedido.
Esses foram os meus primeiros contactos com as Artes Visuais, mas também tive bastante contacto com a música.
Para além dos espetáculos natalícios do colégio onde passei a minha infância, a Oficina Teatro e Expressões entrou numa fase importante da minha vida. Lá, participei em espetáculos musicais, que englobava cantar, dançar e declamar.
A música sempre me tocou e inspirou muito, e faz realmente diferença na minha disposição mas, a arte visual é algo que liberta o que realmente sinto e faço-o de maneira muito natural que nem existe razão para o ter começado.
Na altura de escolher entre entre a música e a artes visuais, senti que deveria escolher as artes visuais. No entanto, a música acompanhou-me sempre como um hobbie.
A escolha mais decisiva que tomei foi na fase de escolher o curso do secundário. Escolhi Artes Visuais, pois era a que me identificava mais, apesar de todo os riscos que poderia tomar futuramente.
Foi uma das escolhas mais acertadas que tomei. Segui o meu coração, e tive a sorte de ter sempre o apoio da minha família.
O nível de desempenho no curso de Artes Visuais aumentou gradualmente e nunca desceu.
Sentia que realmente estava na minha zona de conforto e que até poderia ser considerada uma boa aluna.
Certos professores que tive, foram bastante importantes e esclareceram as minhas expectativas de vida.
Depois de completar o secundário, estava indecisa entre a licenciatura de Pintura ou de Design.
Design surgiu no final do meu curso de Artes Visuais, na disciplina de multimédia. Senti que gostava também dessa área, e foi aí que pensei bem sobre o assunto de qual deveria escolher.
Por um lado, o Design eu achava que poderia ser uma área mais útil e poderia entrar mais facilmente no mercado de trabalho.
Por outro, as artes é algo que me posso expressar, faz-me realmente sentir bem interiormente.
Acabei por optar por design, e as artes sendo sempre o meu hobbie e a minha paixão.
Neste momento, estou a tirar o mestrado de Design e Cultura Visual onde descobri que posso inserir as duas áreas Design e Artes, e esse é realmente o meu sonho.
Aquilo que gostaria de passar para quem está a ler, é que eu segui a minha intuição, sendo de uma maneira natural sem imposição de nada.
Se me perguntarem se trocaria de escolha, digo que não! Posso ter escolhido um ramo mais complicado, mas independentemente da dificuldade, como adoro tanto o que faço, existe sempre vontade de ultrapassar barreiras.